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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Apenas um nome na certidão...

Hoje eu trouxe um assunto que de alguma forma deixou uma cicatriz enorme na minha vida "A falta de um Pai". 
Quando penso em uma família feliz, a primeira coisa que me vem a cabeça são aqueles comerciais de margarina, onde a família feliz e sorridente está em volta da mesa no café da manhã. 
Há meu Deus!! Viajava naqueles comerciais da Doriana.
Mas nem sempre as famílias são completas, muitas vezes falta alguém, no meu caso faltou um "Pai".
Confesso que sofri muito por toda minha infância e início da minha adolescência, porque querendo ou não um pai faz muita falta. 
Não era nada fácil chegar o dia dos pais na escola e simplesmente não ter pra quem dar a lembrancinha, claro que sempre dava a minha mãe, mas juro que o que mais queria no mundo era poder me aconchegar no colo do meu pai e dizer o quanto o amava e ver o sorriso dele ao receber aquele pequeno presente, que muitas vezes era apenas um cartão feito por mim com um pente daqueles bem baratinhos que as professoras da escola preparavam na semana que antecedia o dia dos pais.
Quantas e quantas vezes desejei me sentir a princesinha especial, e quantas vezes desejei que ele me levasse no colo do sofá pra cama e me desse boa noite.
Quantas vezes eu não desejei ter um pai presente, dizer o quanto o amava e ouvir dele que eu era sua pequena e que ele não deixaria nada de ruim acontecer comigo, que sempre estaria por perto.
Mas isso nunca aconteceu, porque ele simplesmente nos deixou, sem nunca perguntar se precisávamos dele. Se eu precisava dele!
E foram anos de abandono, de mágoas, de lembranças que nunca existiram.
Famílias nunca deveriam terminar. Deveriam ser pra sempre!

Viver com a ausência de um pai te faz crescer mais rápido, e querendo ou não você amadurece a força, porque sem um pai o lógico da história é que sua mãe se torne mais ausente, porque ela agora terá que trazer 100% do sustento da casa. 
E consequentemente com sua mãe longe você terá que aprender a ser gente grande mais rápido. 
Um pedacinho da sua inocência e dos seus sonhos morrem, porque você tem que dar lugar a preocupações que na verdade não são suas. 
Eu afirmo isso estando dos dois lado, como filha que não teve um pai, e como mãe que teve que assumir esse papel quando o pai das minhas filhas também resolver viver uma outra vida.
E a culpa?
Essa te acompanha por anos a fio. Será que ele se foi porque não gostou de mim? Será que ele queria uma filha mais especial? Será que.. Será? Será?
Até que depois de muitas lágrimas você entende que não tem culpa alguma.
Mas as vezes você só entende isso quando a ferida está enorme e quase não consegue mais cuidar dela.

Hoje já não me importo mais, meu pai biológico pra mim não passa de um nome em minha certidão, apenas isso.
Eu tenho um pai, um pai maravilhoso que me adotou como filha aos 13 anos de idade, claro que na época eu não pude entender o quanto ele se tornaria especial em minha vida e até confesso que não foi fácil nosso relacionamento, mas com o passar dos anos ele se tornou minha referência de pai, e posso garantir que é o melhor pai do mundo.

Talvez eu não tenha lembranças lindas de um pai me carregando no colo, me levando para meu 1° dia de aula, me dizendo coisas que só escutaria de um pai, mas eu tenho a lembrança viva de um homem bom que um dia abriu seu coração e me mostrou o quanto é bom ser filha.

"Tudo que nos acontece na vida é necessário, mesmo que no momento a gente não entenda. Nada, absolutamente nada nesse mundo acontece sem ter um porque. E hoje eu sei que tudo o que aconteceu na minha vida foi importante para me tornar a mulher que hoje eu sou"

sábado, 23 de janeiro de 2016

E tudo começou aqui...


Se é pra começar, então que tal do começo?
Afinal eu não estaria aqui escrevendo esse post se não fosse pela coragem dessa mulher, que eu costumo chamar de mãe.. 
Uma mulher que com seus atos e sua força me ensinou que podemos ser e fazer aquilo que quisermos, basta apenas termos fé e acreditarmos que somos capazes.
Ela teve fé, força e acreditou que seria capaz de lutar contra seus piores medos pra me fazer ser o que hoje sou.
As vezes eu a olho tão pequena (porque ela é baixinha rsrs) e tento imaginar de onde ela tirou tanta força. 
Mas que bom que ela foi guerreira e hoje é meu maior exemplo. Juro que quero ser metade da mulher que ela é, porque daí já vai ser bom demais.
Minha mãe foi mãe aos 18 anos e quando meu pai resolveu que não queria ser pai e foi embora ela se manteve forte, saiu de Brasília e foi desbravar um novo mundo pra si em São Paulo, com uma bebê de 01 aninho (claro que eu) com a cara e a coragem.
Talvez ela não saiba disso até hoje, mas um dia encontrei um diário dela (acho que era um diário, só sei que tinha coisas lá escritas por ela) e li, e chorei ao ler relatos do que ela passou. Talvez ela nem se lembre mais disso, ou talvez ela vá puxar minha orelha da próxima vez que eu for visita-la mas eu sei que a vida dela não foi fácil.
E se tornou ainda mais difícil comigo, mas ela nunca deixou de ser a mãe que eu precisei.
Hoje ela tem uma família restruturada, e eu ganhei um pai que me ama, me respeita, me aceita como filha me mostrou que laços de família são muito mais que sangue que corre nas veias, ganhei uma irmã chatinha mais linda que eu simplesmente amo mais que tudo, mesmo quando ela vê minhas mensagens em nosso grupo do Wpp e não responde.
É bom saber que hoje ela é feliz, de verdade, por completo!

Eu sei que nesse momento existem muitas mulheres na mesma situação que minha mãe se encontrou a 37 anos atrás, e estão sem saber como recomeçar, se vai dar certo, se vão conseguir, se vai valer a pena, se vão voltar a ser feliz. 
Mulheres que também viram seus sonhos de construir uma família linda escorrendo pelo ralo e de todos os sonhos mais lindos restou apenas o medo de falhar.
Mulheres que estão tentando reconstruir a vida mas sem encontrar um motivo pra se agarrar e não entregar os pontos.
Mulheres que foram deixadas com um filho pequeno, sozinhas..
Pra essas mulheres eu digo que com fé em Deus e em você tudo dará certo. 
Apenas acredite. 
Bem lá no fundo onde você menos espera existe uma leoa, daquela bem selvagem, bem destemida apenas esperando que você a liberte e quando ela se libertar você vai ver que nada pode de conter.
Eu digo isso pelo que vi da minha mãe e pelo que passei, mas essa é uma outra história!